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O Feminismo Tático de Bertha Lutz |
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RACHEL SOIHET. O Feminismo tático de Bertha Lutz. 312 p. R$ 38,00
Quando
se fala em história da mulher no Brasil, um dos primeiros nomes que
costuma ser lembrado sem dúvida é o de Bertha Lutz, tal foi o seu
carisma, sua importância, e o papel decisivo que desempenhou durante
tantos anos nesta história. Por
isso saudamos com entusiasmo a entrada de Bertha Lutz na Série
Feministas da Editora Mulheres. Ela chega para engrandecer ainda mais
esta oportuna iniciativa, e preencher a absurda lacuna no registro de
nossa memória. Bertha Lutz, com seu atuante grupo de companheiras,
foi incansável na criação de associações e periódicos
feministas, bem como na promoção de conferências públicas visando
a conscientizar homens e mulheres de seus direitos. Também realizou
com muita competência o importante trabalho de sensibilização das
lideranças políticas de parlamentares, para poder alcançar os seus
propósitos. E não era apenas o voto que exigia, mas o fim da tutoria
masculina e a plena independência da mulher através do trabalho, do
estudo e da conquista dos direitos civis, em consonância com o
pensamento libertário mais avançado de seu tempo. E
quem nos apresenta Bertha Lutz não podia ser ninguém mais que Rachel
Soihet, importante intelectual feminista que, desde a década de 70,
investiga a atuação da líder do sufrágio feminino no Brasil.
Autora de relevante bibliografia sobre violência simbólica e
feminismo, Rachel Soihet é reconhecida também por sua inegável
contribuição para a abertura da historiografia às novas temáticas.
E, ainda nos anos 80, por ter enfrentado os preconceitos da academia
quanto às suas reflexões sobre a mulher pobre no Rio de Janeiro do século
XIX. Se hoje os estudos sobre a mulher são realizados com tanta
naturalidade em nossas universidades, com certeza isso se deve a
iniciativas pioneiras de intelectuais como ela. Constância
Lima Duarte (UFMG) |
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