Auguste Comte

Notas biobibliográficas

 

1798 – Nasceu em Montpellier (França), em 19 de janeiro, filho de uma família pequeno-burguesa, católica e monarquista. Fez os primeiros anos escolares no liceu de sua cidade natal

1814 – Aos 16 anos, ingressou na Escola Politécnica de Paris, criada em decorrência da Revolução Francesa e do desenvolvimento da ciência e da técnica, da Revolução Industrial. Tal experiência teve significativa influência na orientação posterior de seu pensamento, pois teve oportunidade de conviver com o matemático Lagrange (1736-1813), com o físico Sadi Carnot (1796-1832) e com o astrônomo Pierre Simon Laplace (1749-1827).

1816 – Deixa a Escola Politécnica, mas permanece residindo em Paris, em contato com Destuff de Tracy (1754-1836), Cabanis (1757-1808) e Volney (1757-1820). Segundo o próprio Comte, o fator mais decisivo para sua formação foi o estudo que realizou de Esboço de um quadro histórico dos progressos do espírito humano, de Condorcet (1743-1794), que ele considerava seu "imediato predecessor".

1817 – Tornou-se secretário particular de Saint-Simon (1720-1825), com quem vai desenvolver um intenso relacionamento intelectual, durante os próximos seis anos.

1824 – Casa-se com Caroline Massin. No mesmo ano, é despedido de seu emprego de secretário, pois publica Plano de trabalhos científicos necessários à reorganização da sociedade, em que discordava frontalmente das idéias de Saint-Simon. Passa, então, a sobreviver como professor particular de matemática.

1826 – Em 2 de abril deu início, em sua própria residência, a um curso de filosofia positiva, do qual resultou uma de suas principais obras. Consta que nomes importantes da época freqüentaram suas aulas, como o fisiólogo Henri-Marie de B. Blainville (1777-1850) e o psicólogo Jean-Étienne Esquirol (1772-1840).

1830 – Inicia a publicação de Curso de filosofia positiva, que terá seis volumes.

1832 – É nomeado Repetidor de Análise Matemática e de Mecânica da Escola Politécnica de Paris.

1842 – A esposa Caroline Massin separa-se de Comte, após dezoito anos de matrimônio. No mesmo ano, ele termina a publicação do Curso de filosofia positiva.

1844 – Publica Discurso sobre o espírito positivo. Nesse ano, Comte é dispensado definitivamente da Escola Politécnica, pois, no prefácio do último volume de Curso de filosofia positiva, havia feito severas críticas aos matemáticos, afirmando que os biólogos e sociólogos é que deveriam ocupar o primeiro posto no mundo intelectual. A perda do meio de sobrevivência fez com que Comte passasse a ser sustentado por amigos e admiradores, como o filósofo John Stuart Mill (1806-1873), o dicionarista Littré (1801-1881), e Nísia Floresta, conforme pode ser comprovado em uma de suas cartas. Mas foi também neste ano que Comte conheceu Clotilde de Vaux, a mulher por quem se apaixona intensamente e que vai transformar sua vida. Segundo a tradição, eles mantiveram, no curto tempo de vida em comum, um relacionamento platônico, pois ambos eram separados e consideravam o casamento uma instituição indissolúvel.

1846 – Em 5 de abril, morria precocemente Clotilde de Vaux, aos trinta e seis anos. Após sua morte, Comte passou a considerá-la o "gênio inspirador da nova religião", ao mesmo tempo que se atribuía um ‘papel messiânico’, cuja missão seria a regeneração da humanidade.

1847 – Proclama a Religião da Humanidade.

1851 – Inicia a publicação de Sistema de política positiva ou Tratado de Sociologia instituindo a religião da Humanidade, que terá 4 volumes.

1852 – Publica o Catecismo Positivista, ou Exposição Sumária da Religião universal.

1854 – Encerra a publicação de Sistema de política positiva ou Tratado de Sociologia instituindo a religião da Humanidade.

1856 – Foi neste ano que Comte conheceu Nísia Floresta. Em cartas que escreveu para alguns seguidores, que os positivistas brasileiros se incumbiram de divulgar, ele expressou sua admiração pelo trabalho intelectual da ‘nobre viúva brasileira’.

1857 – Em 5 de setembro, aos cinqüenta e nove anos, Auguste Comte morria de insuficiência generalizada, após semanas de agonia. Coerente com suas idéias, não permitiu ser examinado por nenhum médico, nem fez uso de nenhum medicamento, pois estava convencido de que o próprio organismo era capaz de curar-se. Em sua antiga residência de Paris, à rua Monsieur le Prince 10, hoje funciona a Maison d’ Auguste Comte, que abriga sua biblioteca, documentos, correspondência e os poucos móveis de que dispunha.


Cartas de Nísia Floresta e Augusto Comte | Nísia Floresta |  Sumário | 

| Comprar Imprensa |