Madame van Langendonck

Dados biográficos

MARIE BARBE ANTOINETTE RUTGEERTS VAN LANGENDONCK

Antuérpia, 1798 – Arroio Grande (RS), 1875

    Segundo informações do bisneto da autora desta narrativa, Dr. Tácito Remi de Macedo van Langendonck,. Marie Barbe Antoinette Rutgeerts van Langendonck, filha de Carolus Rutgeerts e de Maria Philomène Josephine de Linée Rutgeers, nasceu em Antuérpia (Bélgica) em 7 de outubro de 1798, ao tempo da Primeira República Francesa. Lá casou-se em 1827 com Jean Remi Félicien Philippe van Langendonck, oficial do Régiment de Guide e diretor do Hospital Militar de Charleroi.
Maria Barbe van Langendonck teve uma excelente educação o que o leitor percebe lendo suas páginas cheias de observações inteligentes sobre o país, as colônias, os emigrantes e o governo brasileiro.
   Foi poetisa e escritora com várias obras publicadas como Aubepines, poesia, editado em 1841, Heures poétiques, poesia, em 1846.
   Em 1857, já viúva, renuncia à vida confortável de seu país natal e emigra para o Brasil, aqui permanecendo por dois anos. Sua aventura nas florestas do Rio Grande do Sul, originou uma narrativa muito viva e colorida que publicou na Bélgica em 1862 com o título de Une colonie au Brésil.
   Em 1863, ela retorna ao Brasil movida pela saudade dos filhos que aqui deixara e do próprio país. Permanece no Rio Grande do Sul até morrer em 6 de junho de 1875, em Arroio Grande. Deixou descendência no Brasil.

(In Tácito Rémi de Macedo van Langendonck., Pinacoteca dos Ascendentes de Sônia Maria, Luís Cristiano, e Francisco Aluisio. São Paulo: Gráfica Furest, 1966. O quadro foi pintado pelo professor Francesc Domingo y Segura, para o livro.)

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