Uma Colônia no Brasil Madame van Langendonck |
Poema |
* Poema escrito por Marie van Langendonck, ao voltar ao Brasil em 1863. Dos arquivos do Dr. Tácito Remi de Macedo van Langendonck, bisneto da autora, publicado na primeira edição brasileira, organizada pelo Prof. Odilon Nogueira de Matos (PUCAMP)..Tradução de Paula Berinson.
Le retour* Brésil, je te revois après trois ans dabsence, Pourtant je te quittai pour ne plus revenir. De ton attraction jignorais la puissance. Je croyais nemporter de toi quun souvenir. Mais sous cet autre ciel, le ciel de ma patrie J eus froid: je regrettai ton horizon de feu, Limposante forêt, que jamais on noublie Lorsque lon y vécut sous le seul oeil de Dieu. A peine loin de toi,tout manquait à mon âme. Ta splendide nature au sourire éternel. Ton peuple qui charmait tous mes instincts de femme Et lempire si grand quil en est solennel. Mês rêves me montraient une maison connue Où toujours mattendrait um cordial accueil, Et de suaves voix qui criaient: Bienvenue! Avant que mon regard apercevait le seuil. Enfin le coeur ému jabordai cette rive Où mes yeux attendris voulaient tout embrasser. De mes voeux accomplis la joie était si vive Quand dans les bras des miens je me sentis presser! Salut, toi de mes fils la nouvelle patrie, Salut. Je viens reprendre à lombre de tes bois Cette place ignorée où finira ma vie, Où je les bénirai pour la dernière fois. Rio de Janeiro, 12 Décembre 1863 Mme. Van Langendonck |
A Volta
Brasil, te revejo após três anos de ausência Mas a força de tua
atração eu ignorava, Mas debaixo deste outro céu, o céu de minha pátria, Tive frio: de teu horizonte de fogo senti saudades Da majestosa floresta a que nunca se esquece Quando ali se viveu somente sob o olhar de Deus. Mal me afastava de ti, tudo à alma me faltava Tua esplêndida natureza de sorriso perene Teu povo que encantava todo meu ser mulher E o império que de tão grandioso se tornava solene. Meus sonhos me mostravam uma casa conhecida Onde uma cordial acolhida sempre me esperava E vozes suaves que diriam Bem-vinda! Antes mesmo que meu olhar aflorasse a entrada Enfim, o coração apertado abordei estas margens A que meus olhos enternecidos queriam beijar E a alegria de realizar meus desejos era tão ardente Quando nos braços dos meus me senti aprisionada! Salve, oh nova pátria de meus filhos, Salve. Eu venho recuperar à sombra de tuas florestas Este lugar ignorado onde minha vida vai acabar Aonde eu irei, pela última vez, abençoá-los. Rio de Janeiro, 12 de Dezembro de 1863 Mme. Van Langendonck |
Autora | Uma Colônia no Brasil | Apresentação | Introdução | Carta ao Imperador | |