Sorrisos e prantos

Rita Barém de Melo

 

Crítica

A crítica não deu o devido lugar aos escritos de Rita Barém de Melo; ainda ninguém sabe em que ordem ela deve ficar na galeria dos prosadores e poetas rio-grandenses. E assim como não houve crítica, também não houve cuidado na revisão do livro que tem seu nome. Os literatos que isto conhecem não deixarão de fazer esse trabalho, esse serviço importante às letras pátrias e à memória dos que a elas hão dado os seus melhores dias.”

Caldre e Fião, 1875.

 

A falecida Barém, cujos versos li cheio de admiração, foi uma das organizações mais perfeitas e mais elevadas que é possível para a poesia. Há nas suas obras o cunho do verdadeiro engenho.

Manoel de Araújo Porto Alegre, Barão de Santo Angelo, 1874.

 

Rita Barém de Melo não deixou filhos, mas legou-nos um belo conjunto de poesias líricas e patrióticas que evidenciam de um modo eloqüente os seus dotes de cultora do verso.

Andradina de Oliveira, 1907.

 

Rita Barém de Melo é uma voz suave e pura; ninguém a excedeu, até ao aparecimento de Lobo da Costa, em doçura, musicalidade e emoção. Poucas vezes, seguindo a corrente de uma literatura, se encontram águas tão claras e cantantes.  A pequena obra poética dessa apagada e infeliz provinciana nos encharca de melancolia, dada a força com que exprime fraquezas: o desamparo, o abandono, a solidão.

Guilhermino Cesar, 1955.

 

Bem mais alto que o de Nísia Floresta e Adélia Fonseca foi o vôo poético de uma gaúcha quase desconhecida fora de sua terra. (...) A melhor face do seu talento é a lírica. “Bogari”, uma das suas boas páginas, dá bem a medida das possibilidades da autora, mais rica aliás em sensibilidade do que em vocabulário e imagens poéticas.

Domingos Carvalho da Silva, 1959.

 

Quem quiser beber água de sanga, quem quiser ver o Rio Grande traduzido em miúdo, assim como o sol nascente se multiplica em gotas de orvalho, busque um Lobo da Costa, o boêmio, ou uma Rita Barém de Melo, a chorosa “Juriti”...

Guilhermino Cesar, 1979

 

Antes mesmo de Casimiro de Abreu ter dado ao público Primaveras, Rita foi “casimiriana”, herdeira do lirismo português afeiçoado à terra, cantando os sobressaltos da adolescência, a ternura pelas coisas simples, o encanto pela paisagem.

Maria Eunice Muller Kautzmann  1993

 

 

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