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Rosane Saint-Denis Salomoni
1862
– Em 24 de setembro deste ano nasce Julia Valentina Silveira Lopes, na Rua do
Lavradio, 53, na cidade do Rio de Janeiro. Foram seus pais o Visconde de São
Valentim, Dr. Valentim José da Silveira Lopes e D. Antônia Adelina Pereira,
ambos portugueses. De saúde frágil, a jovem receberá os primeiros
ensinamentos de sua irmã Adelina e, depois , completará seus estudos com o
pai, dono do Colégio de Humanidades.
1869
– Muda-se com a família para Campinas, São Paulo, onde residirá até 1885.
1875
– Primeira viagem com sua família a Portugal.
1881
– Sai sua primeira crônica, “Gemma Cuniberti”, na Gazeta de Campinas, em 7 de dezembro.
1884
– Dá início a sua colaboração como cronista do jornal O País, do Rio de Janeiro.
1885
– Em uma viagem ao Rio de Janeiro, conhece o poeta Filinto de Almeida.
1886
– Acompanha a família a Portugal. De lá envia crônicas para a Gazeta
de Campinas (“Lizt”, “Lisboa na rua”). Publica, em colaboração com
sua irmã Adelina, o livro Contos Infantis.
1887
– Ainda em Portugal, publica às suas expensas, seu primeiro livro de contos Traços
e Iluminuras. Em 28 de novembro casa-se com Francisco Filinto de Almeida,
imigrante português, posteriormente naturalizado brasileiro.. Começa sua
colaboração em diversos jornais e almanaques.
1888
– Retornam ao Brasil, fixando residência no Rio de Janeiro, no casarão da
rua Haddock Lobo. Nasce seu primeiro filho, Afonso. Publica, em folhetim, seu
primeiro romance: Memórias de Marta.
1889
– Mudam-se para São Paulo, onde Filinto irá dirigir o jornal A
Província de São Paulo e será eleito deputado estadual. Colabora em
diversos jornais e revistas.
1891
– Sai em folhetim, na Gazeta de Notícias,
no Rio de Janeiro, A família Medeiros.
1892
– Publicação de A Família Medeiros
em livro.
1893
– Perde dois filhos e volta a morar com a família no Rio de Janeiro.
1895
– Em forma de folhetim é publicada A Viúva
Simões.
1896
– Primeira edição do Livro das Noivas.
1897
– Publicação da obra A Viúva Simões
em formato de livro.
1901
– Lança o romance A falência que, devido ao sucesso de publico, tem uma segunda edição
nesse mesmo ano.
1903
– Sai seu livro de contos Ânsia eterna.
1904
– Ela e o marido dão início às obras do casarão em Santa Teresa, onde
residirão até 1925. Nessa casa nascerão mais duas filhas, Margarida e Lúcia.
1905
– Publica Livro das donas e donzelas.
1907
– Lança Histórias da nossa terra,
contos infantis.
1908
- Publicação de seu romance A intrusa.
1911
- Publica um romance sobra a vida dos pescadores de Copacabana, Cruel
Amor.
1912
- É premiada em primeiro lugar no concurso de comédias e dramas aberto pela
Companhia Dramática Nacional com o drama “Quem não perdoa”.
1913
-Viaja com a família para Portugal e outros países europeus. É desse ano a
edição de Correio da Roça.
1914
- Reverenciada e aclamada é homenageada em Paris, na data de 16 de fevereiro,
com um jantar oferecido no famoso Mac-Mahon Palace Hotel, ao qual comparece a
intelectualidade francesa e muitos brasileiros, dentre eles, Olavo Bilac e
Medeiros e Albuquerque. Nesse ano, é publicado o romance A
Silveirinha ( crônica de um verão ).
1915
–Homenagem da sociedade e intelectualidade brasileiras na passagem de seu
aniversário, com recepção no Salão do Jornal
do Comércio, no Rio de Janeiro.
1916
– Sempre preocupada com as crianças e a natureza, publica o livro A
Árvore, em parceria com seu filho Afonso.
1917
– Aparece o volume intitulado Teatro,
contendo três peças:” Quem não perdoa”, “Doidos de amor” e ”Nos
jardins de Saul” , publicado na cidade do Porto, em Portugal.
1918
– Faz uma viagem de navio para conhecer o Sul do país. É recebida e
homenageada no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
1920
– Publica Jornadas no meu país
resultado da viagem ao Sul.
1922
– Convidada a ir a Buenos Aires profere a conferência intitulada
“Brasil”, diante do Consejo Nacional de Mujeres de La Argentina. Nesse mesmo
ano publica A Isca (4 novelas).
1923
– Sai um livreto com a conferência intitulada “Oração a Santa Dorotéia”.
1925
– Vende o casarão de Santa Teresa e parte com os filhos ao encontro de
Filinto e da filha Margarida na França. Lá permanecem até 1932. Muitos de
seus contos foram traduzidos para o idioma francês e acabaram sendo publicados
em jornais parisienses.
1932
– Retorno da família ao Brasil. Fixam residência na Av. Nossa Senhora de
Copacabana, 466.
1934
– Viaja à África para acompanhar a filha Lúcia, que adoecera, as netas e o
genro. Vitimada pela febre amarela e com complicações renais e linfáticas,
vem a falecer oito dias depois de sua chegada ao Rio de Janeiro. Um mês após
sua morte é publicado “Pássaro Tonto”, seu último romance.
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