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MATERNIDADE E FEMINISMO:
DIALOGOS
INTERDISCIPLINARES |
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CRISTINA STEVENS (org). 2007
Orelha MATERNIDADE E FEMINISMO. UM DIÁLOGO INTERDISCIPLINAR O livro apresenta a temática da maternidade a partir de
cinco ensaios interdisciplinares. O ensaio O
Édipo Brasileiro apresenta a dupla maternidade no Brasil: a Mater
e a mãe, a maternidade de criação e a de sangue, a mãe e a
babá, a mãe branca e a mãe negra, Iemanjá e Oxum; analisa o
racismo e a misoginia num duplo recalque que se origina nesse topo
civilizatório da maternidade tropical. O ensaio sobre literatura explora estudos teóricos que têm buscado
conciliar feminismo e maternidade; a partir da perspectiva psicanalítica
e suas ligações com a literatura, objetiva desconstruir os mitos
patriarcais que regulam a complexa experiência da maternidade e busca
resignificar a maternidade sob a ótica da mulher. Em Procriação
e maternidade: qual a diferença? problematiza-se a tradição
social e imagética que cria o feminino fundando-se em uma propriedade
específica de certos corpos, capazes de engendrar. Esta característica,
aos poucos, se tornou essência, quase um sinônimo do “ ser
mulher”; constrói, assujeita, controla os corpos das mulheres sob a
égide da procriação. Entretanto, nem todas as mulheres podem ou
mesmo querem procriar; nem há necessidade, para a perpetuação da espécie, que TODAS
as mulheres procriem. A
psicanálise trata prioritariamente da mãe e a função da
maternidade na constelação desejante feminina. Tal desejo de
tornar-se mãe seria, para Freud, a situação feminina por excelência
e, ao mesmo tempo, representaria uma rebelião contra a própria condição
feminina. O ensaio propõe uma reflexão sobre a maternidade a partir
da questão da sublimação e situando-se no próprio terreno da criação,
ao dialogar com obras literárias.Maternidade
e Cidadania é um
registro sociológico da vida de Elisabeth
Teixeira, miolitante camponesa, mulher guerreira,
mãe que foi obrigada a separar-se dos filhos para viver quase
vinte anos na luta
clandestina pela reforma agrária do país. Esterilizar-se
como mãe e fertilizar-se como cidadã para
persistir luta política, essa foi sua sina.
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