Narrar processos: Tramas da violência doméstica e possibilidades para a educação.                                  

Edla Eggert. Prefácio Miriam P. Grossi. 2009. 88 p. R$ 28,00

ORELHA ESQUERDA

começou a entremear no tapete as lãs e cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo” (Marina Colassanti). Não é um tapete, mas um pano de parede. Não é um pano de parede, mas um livro. Não é um livro, mas uma trama de muitos fios, tecida a muitas mãos. Em Narrar processos, Edla Eggert retoma a mal-dita tradição feminina dos “trabalhos manuais” e a tradição feminista de “contar histórias” vizibilizando metodologias e epistemologias capazes de responder ao desejo por uma outra educação. Na experimentação, em que linhas e tecidos de várias cores lhe fazem companhia, des-cobre nós e pontos escondidos da violência doméstica, substanciando o desejo por uma outra educação num desejo por outras relações possíveis. Ao percorrer essa narrativa, talvez estejamos mais prontos e prontas a narrar nossos próprios processos e tramar os nossos próprios desejos.

André S. Musskopf
Teólogo e Educador

 


 

 


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