É com muita satisfação que apresentamos este
livro, fruto da experiência pioneira da Universidade Federal de
Santa Catarina-UFSC na formação de professor@s de
Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio
sobre as temáticas de gênero, orientação
sexual e questões étnicas na escola.
O
curso de educação à distância Gênero e
Diversidade na Escola-GDE, proposto para todo o país pela
parceria da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres-SPM
com o Centro Latino Americano de Estudos de Sexualidade-CLAM em edital
SECAD / MEC, a partir de projeto elaborado pelo CLAM-UERJ, ministrado
em 2006 como experiência piloto em municípios de
vários estados do Brasil e, posteriormente, no Chile, foi
realizado na UFSC pelo Instituto de Estudos de Gênero-IEG.
O
IEG foi criado em 2005 por uma equipe interdisciplinar de professoras
de vários centros, departamentos, núcleos e
laboratórios de pesquisa da UFSC, com o objetivo de reunir todas
as atividades de longa data em desenvolvimento na
instituição em torno dos estudos de gênero e
feministas, envolvendo também pesquisadoras de outras
universidades, como a Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC.1
Um
projeto inicial do IEG que dava continuidade às atividades da
equipe, apresentado por uma de suas coordenadoras, e que obteve
financiamento da SPM, teve como objetivo criar uma rede de
núcleos de pesquisa em gênero que se estendesse pelas
diferentes instituições de ensino superior, por todo o
estado de Santa Catarina. Esta proposta, iniciada em 2008 para ser
concluída em 2010, previa a vinda de pesquisadoras estrangeiras
para palestras e trocas de experiências com as professoras da
UFSC e das universidades localizadas nas diferentes regiões do
estado catarinense. Previa também, e especialmente, a
realização de três cursos de curta
duração de conhecimentos básicos em Gênero e
Feminismo, ministrados por professoras da UFSC e da UDESC, destinados a
docentes das várias IES do estado, que pertencessem a
núcleos de pesquisa em gênero ou estivessem interessadas
em criar estes espaços de reflexão,
investigações e práticas em suas
instituições, formando assim a pretendida rede de
núcleos de gênero em Santa Catarina.
Participando
da organização e implantação do GDE na UFSC
e, especialmente, dos encontros presenciais nos pólos UAB/UFSC
nos municípios do estado em que o curso foi oferecido, pudemos
perceber que um dos grandes objetivos do IEG foi significativamente
atingido e alargado com sua realização. O GDE deu uma
dimensão mais ampla e democrática para o pretendido
projeto de formação de uma grande rede de estudos,
reflexões e práticas feministas e de gênero
estendida por todo o estado, na medida em que atingiu professoras da
rede pública catarinense de Educação
Básica. Professores que, por vários meses, estiveram
conectados em torno de estudos e discussões de temas
transversais da educação, buscando aprofundar e articular
as diversidades de gênero, raça/etnia e sexualidade,
suprindo defasagens de sua formação de educadoras em
torno de questões fundamentais na prática do
magistério e nas vivências. Os artigos reunidos nesta
coletânea demonstram a importância do GDE/2009
também em relação a este aspecto.
A
publicação deste livro encerra e cristaliza, de alguma
forma, um longo processo que envolveu várias etapas e cujo
início se deu em abril de 2008, quando enviamos nosso projeto de
curso de capacitação de professoras ao Ministério
da Educação em resposta ao primeiro edital de ensino
à distância na área de gênero. Trabalhamos em
sua preparação durante todo o segundo semestre de 2008 e
fizemos a formação das tutoras durante o mês de
fevereiro de 2009. O curso, propriamente dito, ocorreu de março
a julho de 2009 mas a equipe envolvida levou mais seis meses fechando
relatórios e redigindo os artigos que aqui apresentamos.
Este
projeto envolveu uma grande equipe de pessoas para que pudesse ser
realizado. Tivemos quatro professoras-pesquisadoras da UFSC em
diferentes etapas de sua coordenação, três
funcionários na secretaria, uma dezena de bolsistas de apoio
atuando em momentos estratégicos do curso, dez professoras
universitárias coordenando o ensino presencial e o
acompanhamento das turmas, vinte estudantes de
pós-graduação (mestrado e doutorado) atuando como
tutoras à distância, vinte professoras das redes
municipais como tutoras presenciais e um número inicial de 500
cursistas. Diga-se de passagem, este número reflete, apenas em
parte, o grande interesse que a divulgação do curso
despertou em Santa Catarina. Seis meses antes de o curso
começar, em setembro/outubro de 2008, tivemos cerca de 150
estudantes de pós-graduação inscritas para a
seleção de tutoras e 850 professoras da rede
pública inscritas na seleção inicial de cursistas
– números que mostram tanto a existência hoje de um
importante contingente de jovens pesquisadoras formadas nas
áreas de gênero, sexualidade e questões
étnico-raciais, quanto a imensa demanda de
formação por este campo de conhecimento.
Para
todas nós que participamos deste projeto, atraídas pela
ação pioneira do CLAM-UERJ, tratou-se de uma
experiência inigualável em vários sentidos.
Primeiro pelo denso e intenso aprendizado que significou para todas
nós a participação no desenvolvimento e na
aplicação de políticas públicas de
gênero na área de Educação. Segundo porque
este compromisso foi mostrando, ao longo de seu desenvolvimento, ser
também um engajamento com a formação
teórica e com a prática de ensino das estudantes de
pós-graduação envolvidas neste projeto como
tutoras à distância. A premissa feminista de que
“não há teoria sem prática” mais do
que nunca esteve presente em nossa jornada, permitindo também o
“contato com a realidade” das práticas escolares,
tão importante para as futuras mestres e doutoras que estamos
formando. Por fim, este livro reflete a experiência de
aprendizado grupal que o desenvolvimento do projeto proporcionou a
professoras doutoras experientes a partir do diálogo com as
tutoras à distância, todas mestrandas e doutorandas nas
áreas do curso, e com as tutoras presenciais, professoras da
rede pública dos municípios onde o curso foi ministrado.
O
artigo inicial, das coordenadoras da etapa de realização
do curso, Luzinete Simões Minella e Carla Cabral,
dá uma ampla visão do impacto e da
avaliação do curso em Santa Catarina. As autoras
desenvolvem uma análise geral do GDE e, em particular, dos dados
recolhidos nos inquéritos realizados com cursistas e tutoras do
curso – inquéritos propostos pelo MEC. O deciframento dos
dados recolhidos mostra que a grande maioria de cursistas e tutoras
avaliou muito positivamente o curso. Os dados apontam para o processo
de aprendizagem tanto das cursistas quanto das tutoras, mostrando o
forte impacto multiplicador que o curso certamente terá
não apenas nos municípios dos pólos, mas
também em outras instâncias nas quais as tutoras à
distância virão a atuar quando da
finalização de sua formação de
pós-graduação. No que diz respeito às/aos
tutoras presenciais, a participação neste projeto
certamente as habilitou para outros projetos de ensino à
distância em seus pólos, o que nos parece também
altamente positivo. Finaliza o artigo uma reflexão sobre o
caráter profundamente democrático e multiplicador que o
Ensino à Distância permite.
Os outros textos foram escritos pelas equipes dos dez pólos de
Santa Catarina. Seguem, na sua maioria, um roteiro similar, iniciando
com uma breve apresentação de dados demográficos,
geográficos e históricos dos municípios onde o
curso foi ministrado, seguindo-se uma explanação sobre os
procedimentos teórico-metodológicos utilizados em cada
pólo e, por fim, analisando os desafios e aprendizados que a
experiência representou para cada equipe.
Alguns
dados sobressaem em todos eles, como o fato de o GDE ter sido o curso
à distância que inaugurou vários dos pólos
de Santa Catarina, sendo, portanto, um curso pioneiro e, ao mesmo
tempo, iniciador da experiência de Ensino à
Distância em vários municípios do interior
catarinense. Desta forma, a experiência relatada aqui vai para
além dos aprendizados em relação a gênero,
sexualidade e questões étnico-raciais, constituindo-se
também como uma interessante reflexão, agora já
parte da história, sobre a implantação do ensino
à distância em Santa Catarina. Pelo que relatam os
artigos, este ensino já está transformando não
só os municípios contemplados mas também, de forma
indireta, as práticas de ensino e de aprendizagem em sala de
classe e a produção de pesquisas na sede da UFSC, em
Florianópolis, e nas outras instituições
envolvidas, através de suas/seus professoras, neste projeto:
UDESC, UFPR, UNISUL, UNOESTE.
Um
outro ponto que aparece na maioria dos artigos diz respeito às
dúvidas e às reticências sobre o Ensino à
Distância por parte de grande maioria da equipe de professoras e
tutoras. Os textos mostram a gradativa mudança nos conceitos e
nos valores das equipes formadoras e revelam também o momento de
profunda transformação em nossos paradigmas a respeito do
processo de ensino e aprendizagem que estamos todas vivendo.
Observa-se, em cada artigo, uma forte preocupação em
explicar como funcionam e qual o papel dos cursos à
distância, o que mostra como esta questão foi mobilizadora
de toda a equipe que dele participou. Parece que a grande descoberta
foi com o caráter democrático do curso, ou seja, o fato
de esta modalidade permitir a pessoas que vivem fora de grandes cidades
o acesso a conhecimentos de ponta, como os ensinados em nosso curso.
Muitos
dos textos trazem relatos detalhados dos procedimentos
didáticos, das oficinas realizadas, das formas de trabalho
individuais e em grupo. Todos eles nos apontam para a
constatação de que, mais do que o meio de ensino
(presencial ou virtual), o que está em jogo, quando se trata do
aprendizado, é o compromisso que temos com a transmissão
de saberes e competências, compromisso que só tem
eficácia quando se estabelece um verdadeiro vínculo entre
professoras e alunas. Mas não basta “afeto” para que
o processo de aprendizado se realize. Este vínculo só se
efetiva em verdadeiro crescimento quando quem ensina também tem
claro que está aprendendo com o processo e está engajado,
por sua vez, em estudar, pesquisar e encontrar soluções a
problemas que lhe são colocados pelas cursistas.
No
entanto, cada texto aqui publicado traz contribuições
originais e particulares às questões gerais trazidas pelo
GDE, como podemos sintetizar a seguir.
Tânia
Cruz, professora do pólo de Videira, traz uma boa revisão
da literatura sobre Educação à Distância e
reflete sobre a importância do Diário no acompanhamento da
turma, apontando para seu papel importante como instrumento de
auto-análise e crescimento através do questionamento
crítico de seus saberes. Retraçando o perfil das
cursistas, em sua maioria mulheres brancas na faixa de 20 a 40 anos,
formadas em Pedagogia e vivendo em conjugalidade, Tânia reflete
sobre a forma como o curso à distância é vivido em
seus cotidianos de professoras que são ao mesmo tempo
mães, esposas e donas-de-casa. Seu texto, fartamente ilustrado
com gráficos a respeito do uso do Diário, aponta
para uma das questões de grande importância no processo de
aprendizagem, que é o papel do erro e da ignorância como
instrutivos e ilustradores do crescimento intelectual das cursistas.
Marlene
Tamanini, professora no pólo de Canoinhas, escreve um texto em
colaboração com as tutoras Solange dos Santos e Elisabeth
Sartor, no qual avaliam os limites e desafios que enfrentaram em sua
experiência no GDE. O texto adota uma perspectiva
pós-moderna, auto-reflexiva e bastante crítica em
relação às dificuldades encontradas em seu
pólo, que pareceram as mais significativas entre todos os
pólos atingidos. Refletem sobre as dificuldades de ordem
subjetiva que impediram, em muitos momentos, um verdadeiro engajamento
no processo de mudança de paradigmas – que o GDE exige
– por parte de muitas cursistas, sobre as possíveis formas
de superá-las e também sobre o aprendizado relativo ao
uso das novas tecnologias de comunicação. Destacam ainda
as diferentes formas de investimento das alunas, seja nas atividades
presenciais realizadas em local pouco apropriado e
desconfortável, seja no acesso às atividades on-line,
dificultadas pelo fato de parte significativa das cursistas não
ter acesso à Internet em casa e estar muito distante do
pólo. Finalizam com uma interessante proposta para uma melhor
avaliação das cursistas, respeitando os diferentes
investimentos on-line e presencial.
A
professora Cristiani Beretta escreve em parceria com a tutora
Cíntia Tuler, ambas do pólo de São José,
cidade da Região Metropolitana de Florianópolis. Elas
refletem, em seu artigo, sobre a formação docente e a
desigualdade no espaço escolar. O texto está dividido em
três partes. Na primeira, relatam a experiência de ensino
em seu pólo, com especial destaque à atividade intitulada
“do segredo”, que teve especial importância para este
grupo como forma de abertura aos temas tabus abordados no curso. Na
segunda, trazem uma densa análise sobre o papel da Escola na
sociedade ocidental, remontando, em seu texto, a uma verdadeira
história da educação, com especial destaque ao
papel disciplinar da escola na modernidade. E, na terceira, analisam a
função que um curso de formação como o GDE
pode ter para professoras da rede pública. Destacando a
diferença entre os conceitos de diferença e igualdade,
elas finalizam revisando a literatura sobre diversidades étnicas
e de gênero no campo da educação, dando particular
atenção às representações veiculadas
nos livros escolares e infantis.
Jimena
Furlani, que foi professora em dois pólos, Braço do Norte
e Itajaí, tendo, portanto, coordenado duas equipes de tutoras,
escreve um texto individual, complementado por textos escritos pelas
duas equipes. Em seu artigo, reflete sobre suas duas
experiências de GDE, uma no curso piloto, dado pelo CLAM em 2006,
a outra no IEG em 2009. Seu texto, recheado de exemplos dos
comentários das cursistas, traz uma profunda reflexão
sobre o papel do ensino à distância na
problematização de questões de gênero na
escola. Amanda Leite e Elisângela Machieski, tutoras no
pólo de Braço do Norte, refletem em seu artigo sobre os
aprendizados, possibilidades e limites do papel da tutoria no GDE.
Destacam, como outros textos, a importância do encontro presencial e dos feedbacks constantes
das tutor@s às indagações das cursistas para que o
diálogo estabelecido à distância se transforme numa
verdadeira relação de aprendizado estabelecido pela troca
e pela confiança. Maise Zucco e Susana Almeida, tutoras do
pólo de Itajaí, retraçam em seu artigo os
aprendizados recebidos no curso de formação em EAD
realizado à distância junto à UFPR. Destacam
também o papel de mediação que está sob
responsabilidade das tutoras e o quanto este é importante para o
bom desenvolvimento do curso; e refletem sobre as razões de
evasão identificadas no pólo de Itajaí, em
particular a sobrecarga dos professores da rede pública de
ensino, tema que também aparece em alguns dos outros artigos
deste livro.
O
artigo da equipe coordenada pela professora Valéria Madureira,
do município de Concórdia, na região Oeste de
Santa Catarina, traz uma ótima contribuição
teórica sobre o significado da memória e do relato do
vivido e propõe um relato situado da experiência vivida
coletivamente pela equipe. Valéria, Maria Cristina e Justina
retraçam o processo, aula por aula, trazendo-nos, assim, tanto
exemplos concretos de oficinas e de outras atividades didáticas
quanto uma apurada reflexão sobre o vivido coletivamente no
processo de aprendizagem.
Outra
equipe, a do pólo de Blumenau, coordenada por Olga Zigelli
Garcia, avalia a importância que teve para o processo de
ensino-aprendizagem no referido pólo o fato de ser uma equipe
interdisciplinar, na qual se buscou também a
construção de um processo totalmente horizontal,
permitindo a todas que dessem aulas sobre temas propostos em cada
encontro. Explanam em detalhes a forma como desenvolveram o curso
através de oficinas, encenações, vídeos,
músicas, debates e, inclusive, no estímulo à
pesquisa de campo da turma junto a suas realidades escolares. O
entusiasmo do grupo e a avaliação positiva que fazem do
processo coletivo expressam-se na referência final ao texto
“Professor Apaixonado”, o qual ilustra claramente o
engajamento deste pólo, que se destacou também pela
excelência de sua instalação física e
tecnológica.
Tito Sena, professor no pólo de Chapecó, analisa em seu artigo
a importância das aulas presenciais do curso, destacando o papel
que a análise da mídia tem para a
transposição didática dos conteúdos
abordados no curso. Centrado em projeção de filmes e de
vídeos e na análise de artigos dos números de
domingo da Folha de São Paulo,
o projeto pedagógico em Chapecó mostrou-se muito rico no
que o autor denomina “exercício de sonhar juntos com o fim
da naturalização da desigualdade hierarquizante de
gênero, orientação sexual, etnia e classe
social”.
O
texto da equipe do pólo de Itapema, na região do litoral
catarinense, coordenada por Leandro Oltramari, revela a
importância da integração do professor
responsável com as tutoras à distância e
presenciais. O artigo retraça as dúvidas em
relação ao ensino à distância que
acompanharam o processo da equipe e a forma como estas foram superadas
através das práticas pedagógicas assumidas em
grupo, em particular no controle à evasão através
do vínculo estabelecido com @s cursistas e pela proposta
pedagógica explanada na segunda parte do artigo.
O artigo da equipe do pólo de Florianópolis, coordenada pela Professora Gláucia de Oliveira Assis, traz insights interessantes
sobre o papel inovador do GDE, ao constatar que o público de
cursistas é composto por professoras jovens, em sua maioria no
início de carreira, em particular vinculadas ao ensino infantil
e ensino fundamental. A análise desenvolvida pelas autoras
destaca a centralidade da problemática da homossexualidade nas
demandas e discussões das professoras, mostrando o quanto a
questão de gênero é central na experiência de
vida e escolar deste público. Além disto, o texto traz
também importante contribuição para o
módulo das questões étnico-raciais com o relato
das atividades e problematizações trazidas pela tutora
Rute Miriam Albuquerque e a constatação do pouco
espaço para esta questão no interior do GDE.
Para
finalizar, gostaríamos de registrar a alegria e a
satisfação coletivas com o final deste projeto.
Acreditamos que, além da formação de várias
dezenas de professor@s em Santa Catarina, cumprimos com um compromisso
social mais amplo – um compromisso assumido indiretamente por
todas nós, pesquisadoras, com as centenas de representantes da
sociedade civil presentes na IIª Conferência Nacional de
Políticas para Mulheres que haviam votado massivamente pela
inclusão da proposta de cursos de formação para
professoras como metas prioritárias das políticas
públicas para o triênio 2008-2010. Pensamos que, ao
participar desta experiência nacional que foi o GDE, o Instituto
de Estudos de Gênero da UFSC pôde reforçar em
nível local seu papel na formação,
transmissão e divulgação dos conhecimentos de
ponta que produz na área de gênero no Brasil. Esperamos
que este livro ajude e inspire novas e promissoras experiências
no campo da formação em gênero, sexualidade e
questões étnico-raciais.