Refazendo nós

 

Izabel Brandão (UFAL)

Zahidé L. Muzart (UFSC)

Este livro é originário da seara de estudos sobre mulher e literatura no Brasil. Conforme escreveu Constãncia Lima Duarte,

Até recentemente — é fato conhecido — o estudo de questões relativas à mulher e sua representação na literatura não era considerado um objeto legítimo de pesquisa. A consolidação de trabalhos dessa natureza nos meios acadêmicos brasileiros data de poucos anos, quando grupos de pesquisadores tomaram a iniciativa de se reunir para desenvolver estudos, apresentar os resultados de suas pesquisas e discutir textos teóricos relativos ao tema.( Boletim nº. 8)

 Indiscutivelmente, a criação do GT A mulher na literatura, no âmbito da Anpoll, foi o marco do desenvolvimento dessa linha de pesquisa em nosso país. Não se pode hoje falar do tema sem se reportar aos trabalhos deste importante grupo de pesquisa. Pois, não somente nos encontros patrocinados pela Anpoll se tem desenvolvido tais pesquisas mas sobretudo nos encontros dos seminários “Mulher e Literatura” organizados por pesquisadoras do grupo. Os Seminários Nacionais, que ampliam a participação da comunidade universitária de Letras, e as publicações do GT reforçam a legitimação de um espaço cuja dimensão não é apenas acadêmica, mas também política porque interfere nas escolhas e na construção de um novo olhar sobre a literatura dentro das nossas instituições.

O presente livro é, pois, produto das reuniões do GT e traz os ensaios inéditos apresentados nos encontros da Anpoll em Niterói e em Gramado.

O livro foi dividido em cinco partes que ao buscar dar uma unidade aos vários artigos, também contempla as linhas temáticas das pesquisas do grupo. Assim, “Escrevendo nossa história” agrupa as pesquisas de resgate de escritoras do passado; “Poesia no feminino”, estudos sobre várias poetisas; “Escritoras contemporâneas” contempla escritoras de outras nacionalidades, não somente brasileiras, na contemporaneidade; “Escritoras de língua inglesa”, como o título indica, alia análises das nascidas nos países de língua inglesa e a última parte, intitulada “Literatura, linguagem e feminismo”, reúne os artigos com preocupações mais teóricas.

Esperamos, como este livro, divulgar a produção do Gt A mulher na literatura e contribuir para esses estudos em nosso país.

Agradecemos o apoio do Programa de Pós-Graduação em Letras e Lingüística da Universidade Federal de Alagoas sem o qual não poderíamos editar este livro.  E um muito obrigada pela “força” a todas e todos as/os colegas do grupo.

 

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